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Antoni Tápies por Luigi Augusto de Oliveira


Antoni TÁPIES - exposição em São Paulo até 9 de janeiro de 2005

"Esta exposição idealizada pelo CCBB-São Paulo visa aproximar o público brasileiro da produção de um dos mais célebres artistas espanhóis do século XX – ANTONI TÀPIES (1923, Barcelona). A mostra, a maior do artista realizada no País, será inaugurada dia 02 de outubro em São Paulo e ao terminar, dia 09 de janeiro de 2005, segue para o CCBB do Rio de Janeiro (de 31 janeiro a 03 de abril 2005) e depois para o de Brasília (de 18 de abril a 12 de junho 2005)"

Leia aqui, as impressãoes do ecritor a respeito da exposição o pintor

Trecho:


"Uma das melhores séries de gravuras da mostra constitui a ilustração de um livro de bibliófilo com poemas de Octavio Paz, Petrificada petrificante, e foi este quem observou, em Posdata: “Fortalecer o status quo é fortalecer um sistema que cresce e se estende às expensas dos homens que os alimentam: à medida que aumenta sua realidade, aumenta nossa irrealidade”. (E segundo Eliade, para o homem das comunidades tradicionais, o religioso de fato, o espaço que não era manifestação do sagrado não passava de uma não-realidade – literalmente, infundada.) E Paz teve a lucidez de concluir: “A ataraxia, o estado de equânime insensibilidade que os estóicos acreditavam alcançar pelo domínio das paixões, a sociedade tecnológica a distribui entre todos como uma panacéia. Não nos cura da desdita que é ser homem, mas nos gratifica com um estupor feito de resignação satisfeita e que não exclui a atividade febril”.

Talvez esteja aí o móvel e o sentido maior do enfrentamento que as obras de Tàpies expressam, e da intensidade que, para além da notória intensidade visual, nos impressiona. E também aí, e não por coincidência, o sentido de discriminar entre coisas iguais, para cuja aspiração, em nós, esse enfrentamento nos inspira e nos infunde energia. Que mais é o “estado amoroso”, ou o ver amoroso, senão o de perceber cada coisa (e pessoa) na sua individualidade, recusando uma sensitividade homogeneizada mediante a resignação “satisfeita”, a “gratificação” estuporante? Ver outra coisa, olhar para o que as garantias do status quo não predizem ou recomendam, ou (melhor ainda) sequer esperam: daí talvez o que melhor explica a densa atenção do artista naquilo que constitui signos gráficos do negligenciado: rastros e pegadas, manchas, riscos, rastos de inscrições e garatujas nos muros. ..."

REVISTA AGULHA nº 42


~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.
Luigi Augusto de Oliveira (Brasil, 1969). Poeta e romancista. Autor de livros como Dalma, na rede (1997), Solo para ti (2001), e Crucial e vão (2001).
Contato:
luigioliveira@yahoo.com

link permanente para este texto por.MegGuimarães | 16 jan 2005 @ 02:06 | Comentários (0)
Para ler... o Sub rosa

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Para ler o sub rosinha (ainda no blogspot.com) siga o link
sub rosa

link permanente para este texto por.MegGuimarães | 15 jan 2005 @ 21:06 | Comentários (0)
"Janelas Altas"
Philip Larkin, poeta, romancista e crítico, nasceu em Conventry, Inglaterra, em 1922. Estudou literatura inglesa, foi amigo íntimo de Kingsley Amis (e padrinho de Martin Amis), amante e crítico de jazz, bibliotecário nas universidades de Leicester, Belfast e Hull. Esteve ligado ao movimento literário inglês The Movement, que, nos anos 50, reuniu escritores como Kingsley Amis, Donald Davie ou Thom Gunn, entre outros, e que defendia uma literatura virada para a vida comum, numa linguagem simples, directa e clara. Os escritores que integravam este movimento reclamavam-se de uma baixa classe média da província, estatuto esse que opunham ao Establishment intelectual, artístico e académico da capital, das classes altas e das duas universidades com primazia histórica e influência dominante, Oxford e Cambridge. A obra literária de Philip Larkin compõe-se, essencialmente, de dois romances – Jill (1946) e A Girl in Winter (1947) – e quatro livros de poesia: The North Ship (1945), The Less Deceived (1955), The Whitsun Weddings (1964) e High Windows (1974). Philip Larkin continua a ser hoje, quase vinte anos passados sobre a sua morte, um poeta controverso. A sua personalidade tem suscitado as mais acesas discussões, sobretudo a partir da publicação, em 1992, dos Selected Letters, onde parece consolidar-se a imagem de um homem misógino, racista, homofóbico, nostálgico de políticas autoritárias e historicamente regressivo. Porém, a sua poesia não deixa de marcar de forma indelével a literatura inglesa do século XX, tendo hoje lugar entre os grandes poetas de língua inglesa, ao lado de T.S. Eliot, Ezra Pound ou Dylan Thomas.

Essa apresentação não é minha. É de responsabilidade da Editora Cotovia, que lança a primeira edição do livro High Windows (Janelas Altas), "primeira em Portugal, aparece trinta anos depois da primeira publicação deste livro de Philip Larkin que será talvez o mais emblemático dos quatro de poesia". Até onde sei não há livro de Larkin, um dos meus poetas preferidos, no Brasil

Informação assim tão preciosa foi retirada, do meu blog de devoção o blog Almocreve das Petas.

E aqui, se os problemas *dramáticos* do Sub Rosa derem uma trégua, vai o poema , na língua original do Poeta.

E creio que essa homenagem, que bem poderia ser imitada no Brasil, pois justamente 2005 marca os 25 anos de morte de Phlip Larkin.

High Windows

Philip Larkin

When I see a couple of kids
And guess he's fucking her and she's
Taking pills or wearing a diaphragm,
I know this is paradise

Everyone old has dreamed of all their lives--
Bonds and gestures pushed to one side
Like an outdated combine harvester,
And everyone young going down the long slide

To happiness, endlessly. I wonder if
Anyone looked at me, forty years back,
And thought, That'll be the life;
No God any more, or sweating in the dark

About hell and that, or having to hide
What you think of the priest. He
And his lot will all go down the long slide
Like free bloody birds. And immediately

Rather than words comes the thought of high windows:
The sun-comprehending glass,
And beyond it, the deep blue air, that shows
Nothing, and is nowhere, and is endless.

link permanente para este texto por.MegGuimarães | 15 jan 2005 @ 05:15 | Comentários (0)
Serendipity

Falando em Susan Sontag...

No Almocreve.

link permanente para este texto por.MegGuimarães | 15 jan 2005 @ 04:24 | Comentários (0)
will Eisner


link permanente para este texto por.MegGuimarães | 14 jan 2005 @ 12:36 | Comentários (0)
" Follow me" The wise man said / But he walked behind -> Leonard Cohen

Aracne - tecelã do mundo, da realidade ou da aparência, da existência ou da essência

Queridos todos, todíssimos.
Claro que mais queridos mesmo os seis que me restaram:-). Sabem como é, a gente viaja, vai bem alí 'unstantinho e quando se volta, e abre o olho já o volúvel mas leal amante nos deixou (ai a metáfora aqui é a do leitor, nosso semelhante ou dessemelhante, e claro que todos entenderam isso, não? eram 13, agora só são 6) ... ah! esse meu fantástico e quase ex- leitorado hohoho.

O título que mudei reflete um pouco a minha perplexidade neste moemtno.
É do meu disco - quando havia vinil e eu nem sabia quem era o meu amado Leonard Cohen. Comprei-o em Londres, numa cidadezinha do sul, perto do Dorset.
O título do LP (hoho, divido que vocês saibam o que é isso) é Songs of L C e o título da música, divina, é Teachers.

(Se alguém me ensinasse eu colocava o bendito mp3, pra vcs ouvirem... ou eu acho que todos conhecem. Menos eu, que só vim ouvir mesmo' Linard', que fez 70 anos e ainda maravilhoso e bonitao, quando ganhei meu CD, da Fer. Fer always, Fer, the first, for me .. Sorry, people;ç-)

Bem é que vou relatar algumas coisas, ou melhor relacionar algumas coisas que ficam como intenção de...pauta.
Assim vocês ficam sabendo que se eu não cumprir o que ora estou programando, eu pelo o fiz em pensamento, intenção e ...desejo, claro.

Bom, a primeira coisa é que me perdoem os inúmeros emails sem resposta,
Tenho quase certeza de que não vou respondê-los todos. Então, terribly sorry, mas...:-(

2- Tenho muito a agradecer, inclusive a quem pedi ajuda e a quem não pedi, às pessoas de quem recebi ajuda que não pedi, e vice-versa - o que tornou meu trabalho no final do ano, um pouquinho mais difícil, mas muito saboroso, pois entre outras coisas , pude conviver um pouquinho com o Nelson, um verdadeiro presente Natalino, que é nada mais menos o co-autor do projeto do livro BLOG DE PAPEL.

Como todos viram, eu fui gentilmente (não)-convidada, na verdade tomei contato com o projeto para analisar a idéia, mas o Nelson acabou me convencendo a participar do livro, e eu enviei o meu texto.
Mas - como algumas pouquíssimas pessoas que me conhecem sabem, eu não sou muito de ceder aos cantos das minhas próprias sereias.

Como sabem, não sou escritora, apesar de a escrita, a leitura, a grafia sejam minha lide - eito e cilício. Alas!. Las!

mais...
link permanente para este texto por.MegGuimarães | 12 jan 2005 @ 19:06 | Comentários (7)
taperouge