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Com a aparente solidificação do *meio/instrumento* blog, que acontece agora, pelo menos no Brasil, e, pelo pouco que tenho visto/lido, também em Portugal, como expressão literária de seus autores, ocorreu-me mais uma entre as importantes peculiaridades que se impuseram a partir do formato dos blogs (eu amo descaradamente blogs, todos sabem).
Refiro-me à exigência dos posts curtos (hohoho-há quem diga:post longo eu nem olho! hélas!), e isso , obviamente, favorece textos - tanto em prosa quanto em 'verso' - também menores em extensão. A conclusão é minha, mas nem por isso, deve ser desprezada:-) pois na literatura e, enfaticamente, na poesia, existe isso, sim senhores, senhoras e senhoritos. Certa vez, eu toda prosa (ihhh!) lia um poema de Mario Faustino, o excelso poeta brasileiro, ainda desconhecido;ou melhor que foi muito conhecido e agora, esquecido e mutilado, voltando à ordem do dia, e meu interlocutor disse, ao final, quase caritativamente para mim: É Meg...esse cara é bom. Eu gostei muito e olha que eu não gosto de poesia comprida.... (hohohoo, de novo.)
Bom, mas falando sério, existe sim uma "antiga" questão crítica, entre os que se empenham na (derrisória) função de críticos ou historiadores, ou mesmo teóricos da literatura contemporânea.
Mário de Andrade não me deixa mentir, quando falou sobre a dificuldade de definir-se o que é mesmo um *conto*. Só o seu conto "Frederico Paciência" levou, segundo ele mesmo, 22 anos para ser escrito e creio que foi aí - por isso - que ele chegou a dizer a frase, talvez tautológica, talvez não: "Conto é tudo aquilo que se pode chamar de conto" E aí perguntamos ..mas a que podemos chamar de conto?....
Desde, mais ou menos, a metade da década de 60 para o início da década de 70 do século passado, assistiu-se à uma tendência, a princípio sem sucesso, entre os ficcionistas latinoamericanos para um tipo de texto curto, econômico,que resistia à qualquer tentativa declassificação.
Não chegou, à época, a formar um "corpus narrativo", mas chamava a atenção dos críticos: eram textos em *prosa* que não se encaixavam nos tradicionais gêneros: contos, (ou os que os americanos chamam de short-stories ou novel) ou romance.
Além de a narrativa ser em *prosa* - afinal não esqueçamos a lição de Molière a Mr. Jourdain, le Bourgeois Gentilhomme , a de que só se pode escrever em verso ou em prosa, e isso nunca foi contestado, nem negado) chamava a atenção dos interessados, principalmente a extrema brevidade. Ora, isso era uma ousadia para os pequenos, e um desafio para os grandes ficcionistas.
Decididamente não se tratava do que, em má hora, se passou a chamar; *proesia*; ou a expressão mais infeliz: a tal "prosa poética", pois colocava-se uma questão mais premente: a extensão não poderia ser critério de definição tipológica de gêneros. A questão - mais profunda era saber se a a brevidade na prosanão prejudicaria a singularidade, a temática, a tensão e a intensidade da narrativa. O "plot" para tudo dizer!
Mas a questão era mais remota do que se imaginava: parece encontrar-se na Idade Média a origem das ficções breves: as fábulas, os apólogos, os mitos, as adivinhações etc... todos advindos da tradição oral.
E parece ser, sem sombra de dúvida, na literatura hispanoamericana que se encontram os verdadeiros mestres desse gênero ainda não definitivamene nominado, o da narrativa brevíssima, um mix de alegoria e fábula.
Escritores de reconhecido talento como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Cristina Peri Rossi, Eduardo Galeano, Luisa Valenzuela e outros, renovaram as opções expressivas da ficção breve.
Mas são autores como Alfonso Alcalde, Alfredo Armas Alfonzo, Enrique Anderson-Imbert, Juan José Arreola, René Avilés Fabila, Marco Denevi, Andrés Gallardo, Hernán Lavín Cerda, Augusto Monterroso, que, de fato canalizaram sua criatividade e talento, e empenho e engenho -fundamentalmente -para esta modalidade narrativa de filiação cultural muito variada, cujo traço comum é a sua notória concisão discursiva.
Os meus preferidos são : Juan José Arreola, Horacio Quiroga; e Augusto Monterroso. Tratam-se de escritores que exploraram com talento e engenho diversas modalidades do discurso fictício/ou de ficção: fábulas, paródias, alegorias e relatos satíricos não associados à sátira tradicional.
Mas, note-se muito bem:Em todo caso, nem todos os escritos breves, são "narrativas curtas", na acepção aqui empregada, apenas pelo fato de serem "pequenininas". O *tamanho* em alguns casos *NÃO* faz o documento (desculpem, sei que é infame, mas não resisti) O gênero ainda não canônico, não tem como única exigência a quantidade de letras impressas. Há, como veremos adiante, e tentarei mostrar exemplos, (Atenção!) outros requisitos a serem preenchidos. Pois a brevidade, o tamanho, no fim das contas, é um elemento formal. E há que se considerar o que essa forma contém; do que ela é constituída.
Tomemos o escritor guatemalteco, (que morreu no início deste ano, em fevereiro de 2003) Augusto Monterroso como nosso paradigma, para a explicação ou inspiração. Apenas.
Voilà:
Augusto Monterroso é o autor do menor conto do mundo, o famoso conto de apenas 7 (sete) palavras “El dinosaurio”.
E "O dinossauro" é um excelente exemplo:
Em espanhol: “Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí”.
Em português "Quando (ele) acordou, o dinossauro ainda estava lá (as mesmas 7 palavras).Em inglês ainda menos: "Upon waking, the dinosaur was still there." Só 6 (seis) palavras. Mas....ah! quanta coisa nessas seis, sete ou oito palavras..!
Deixo vocês com as palavras de Sérgio Augusto, o que sabe tudo de tudo e é confiabilíssimo. Vejam o que disse Sérgio Augusto, quando fez o obituário de Monterroso, a respeito de "O Dinossauro" e o tal gênero "de-generado":-)
"Esse fenômeno de brevidade e concisão correu o mundo em múltiplas traduções, despertando abracadabrantes teorias sobre as suas mais recônditas intenções alegóricas ou metafóricas. Adâmicas, inclusive. Seria uma paráfrase do Gênese? Quando perguntado a respeito, Monterroso saía sempre pela tangente: "Não me agrada explicá-lo. Prefiro deixá-lo entregue à imaginação de cada um."
Na minha modesta e vulgar imaginação, por exemplo, o que se desenrola, antes e depois de o sujeito despertar e constatar que o dinossauro que o fizera desmaiar de cansaço não desistira de persegui-lo, é uma encarniçada aventura do tipo "O Despertar do Mundo" e "Zaroff, O Caçador de Vidas".
Só fui tomar conhecimento de O Dinossauro na década de 80, num suplemento do jornal espanhol El País, e, como todo mundo, me interessei pelos outros - como chamá-los?, minicontos?, antifábulas? microrrelatos?, contículos?, ficções instantâneas? proesias? haicais em prosa? prosakais? - produzidos pelo autor.
Fui bater em primores como este:
"Hoje me sinto bem, um Balzac; estou terminando esta frase." Título: Fecundidade.
Além de cultuar a concisão (adorava citar esta tirada de Baltasar Gracián: "Lo bueno, si breve, dos veces bueno"), Monterroso era, acima de tudo, um tremendo ironista.
Sua prosa fragmentada e flexível - escreveu contos, novelas, fábulas, pequenas reflexões, epigramas, ensaios, biografias e diários - tangencia a sátira e a paródia. "Se Jonathan Swift e James Thurber tivessem trocado notas, o resultado seria um texto de Monterroso", palpitou Carlos Fuentes, acertando na mosca."
Que maravilha é Sérgio Augusto falando, discorrendo escrevendo sobre qualquer coisa, não é, João Antônio?
E quanto a nossa literatura brasileira?
O fato de alguns importantíssimos escritores terem preferido uma prosa miniatural, microscópica, brevíssima, onde tudo é reduzido à parcela mínima temporal do instante, já formou na literatura brasileira alguns protótipos ficcionais: senão vejamos: James Thurber- é possívelmente a grande influência - nesse aspecto - de Millôr Fernandes (IMSHO), - e na brevidade de um texto de Millôr, o tecido do texto breve se magnifica. (Não à toa, o único livro de Augusto Monterroso, em português, "A Ovelha Negra" (smj) foi traduzido por... Millôr Fernandes....(Obrigada, César Miranda!).
E se a ele juntarmos
a inteireza poderosa de Murilo Rubião, e a mais conhecida, creio, Clarice Lispector, e mais ainda MODESTO CARONE, e o grande ficcionista HAROLDO MARANHÃO, que escreveu em 1976 o livro "Vôo de Galinha: peças de um minuto ou dois ou nem isso". Editora Grafisa. Belém, 1976. estamos ótimos. Numa posição excelente e muito, muito representativa.
O escritor (H. M.) aí se revela um *mestre* não só porque suas narrativas breves mantêm, sob a forma de um rápido circuito, a relação entre acontecimento (interno ou externo; objetivo ou subjetivo) e a personagem mas também porque esse circuito célere essencial, decorre daquele tipo de síntese que Mário de Andrade chamava de ultra-egipcíaca, de traços, situações e intenções.
Há muitos outros autores mais, e os tenho visto isto é, lido nos blogs.
A lamentar apenas que esse encurtamento da narrativa que "miniaturiza" e fortalece a prosa, ainda seja definida com a antiquíssima e absolutamente sem sentido - a abominável expresssão "prosa poética"...Como se a prosa ficasse mais rica, melhor, ou sei lá que qualidade adquirisse, pelo simples empréstimo do adjetivo *poético* (Falando nisso, você já ouviu alguém louvar a poesia de alguém qualificando-a de *poesia prosaica*???? Pois é, eu também não.
E peço encarecidamente a todos que vejam - quer lendo os arquivos do blog, quer se dirigindo pessoalmente a mim, o quanto eu valorizo a POESIA, os Poetas, quer como literatura quer como substrato de beleza emprestado a qualquer tipo de expressão artística, de um modo geral ou a fenômenos não necessariamente criados pelo Homem.
Em todo caso, esse post, adaptado de um ensaio que fiz para a Revista Colóquio Letras, já se faz longo demais para um blog. Corro o risco de que os meus ricos leitores entediem-se:-)
Mas antes disso vou confessar, que apesar do amor que tenho por Augusto Monterroso, a narrativa curta que é dona do meu coração e minha mente é a de Cortázar. Que é de uma perfeição absoluta na forma (brevíssima) e na essência: riquíssima exatamente porque em 4 linhas impressas consegue a representação exemplar, genérica, de uma situação humana.
Eis o exemplo que prometi, o mini-conto (ou será miniconto?), a narrativa brevísima que mais amo: é de 1977.
Amor-77Julio Cortázar
"Y despues de hacer todo que lo hacen, se levantan, se bañan, se entalcan, se perfuman, se peiñan, se visten, y así progresivamente van volviendo a ser lo que son."
Julio Cortázar Um certo Lucas
Buenos Aires.
EditorialSudamericano, 1979
Eis a nota de Julio:
"Meg:
Falando em narrativa curta, lembrei-me aqui de Dalton Trevisan. Anda um tanto redundante ultimamente, mas tem textos deliciosos como "De repente a mosca salta e pousa na toalha branca. Você a espanta, sem que voe — uma semente negra de mamão." (Em: "Dinorá: novos mistérios", Record, Rio de Janeiro, 1994). Beijos,Julio
Oh Julio, voulez-vous être "mon Jules"?:-) Des grosses bises!
Maria Elisa Guimaraes.
E você quer discutir, acrescentar, discordar, criticar algumas (propostas de) teses, dar, enfim a sua opinião, outra maneira de ver o assunto? Seria ótimo: nada poderia ser mais agradável e enriquecedor, para mim , neste aspecto.. Obrigada, desde já. M.
Meg.
Pra complementar consubstancia o seu concurso vocÊ Arrematou com um ensaio sobre a narrativa curta, do Sergio Augusto, que é uma maravilha. Sergio não é um mestre na arte , já que seus ensaios via de regra são enormes, e geniais. Emobra não faça uso escreveu um ensaio fantástico, creio que não há nada melhor por aí pra se ler sobre isto. Sou suspeito pra falar pois eu sou fã do Sergio, desde priscas eras. Ultimamente ele só escreve no Pasquim21, que está muito chato, e que só compro por causa dele, e talbvez no Estadão. Mas leio com frequencia este jornal e não tenho visto seus artigos-ensaios.
Beijoão
Meg:
Falando em narrativa curta, lembrei-me aqui de Dalton Trevisan. Anda um tanto redundante ultimamente, mas tem textos deliciosos como "De repente a mosca salta e pousa na toalha branca. Você a espanta, sem que voe — uma semente negra de mamão." (Em: "Dinorá: novos mistérios", Record, Rio de Janeiro, 1994).
Beijos,
Julio
Eu não to entendendo nada. Já tá rolando o concurso? E como é que faz? :(
Também ainda não ficou claro para mim de que forma e quem pode participar do concurso. Depois se for possível, esclareça. Beijos, Leni.
João: realmente vc tem razão, e olhe que esqueci as aspas.
Vc já está recebendo e-mails, sua caixa postal estava cheia.?
Jules, mon *Jules, queriiido...vc nem sabe o que tem sido esses dias. Jules, peço a tua ajuda. je t'en prie! beijos.
Funny, queridinha, vc é a voz da minha consciência, levei muito tempo para organizar esse texto que era para ser isolado.
O regulamento do concurso iria ser publicado no IMAGENS & PALAVRAS, mas infelizmente não ficou pronto.
Obrigada por me dizer. Mas vc não entendeu o que escrevi ou não,entendeu o que tem o texto com o concurso?
beijos
Leni, eu vou tentar explicar...Deixa eu pensar...como faço para ficar mais clara.
bejos
Agradeçoa todaos Vou copidescar o texto, agora mesmo
Nossa..., Meg!! Qui aula vc me deu agora...
tou desconfiada que vc foi professora de literatura nessa ou noutras "encadernações"!
achei o máximo, e entendi que quem quiser participar do concurso é só escrever um email prá vc...
Intonces, vamú botar a boca nu mundo - e começar a divulgar!
Tou até me animando tb...
Beeeijos
Meeeeeeeg, agora acho que entendi, li o comentário da Karla e daí percebi que sou lenta demais pra entender as coisas, me desculpe querida. Então o concurso já começou, e para participar é só mandar o texto para você, é isso?? Se for isso, entendi!!
Beijos Meg linda, amo você!!! :)
Li o seu comentário lá co Confiteor, Meg, parte eu entendi, parte não. Desculpe-me o que não entendi. Porque me diz, tão delicadamente e tão contundente que me desnorteou:"suponho, você escapou dos laços do afeto que eu já formava entre nós. Um afeto, uma distância dói. Mas a gente fica sem entender e vai adiante.
Hoje, porém, me perdoe, juro que se assim quiser não volto mais aqui. "
Porquê? O que foi que eu fiz?!
Beijos.
Usando novamente este espaço tão democrático e gentil, quero tornar clara minha dúvida.
Como sou recém-chegada e percebo nos comentários amizade e saudável cumplicidade, na verdade sinto-me um pouco intrusa, sem exagêros, é claro, e por isso mesmo talvez acanhada em participar. Até por isso queria saber quem pode participar.
Entretando, é um estímulo, um ânimo renovado, pois tenho revisitado alguns escritos (não sei escrever, apenas gosto), guardados no armário do meu tempo e já embotados.
Esquecer um pouco os problemas de um acidente grave e enveredar novamente por esse rico universo das palavras.
As visitas ao seu blog são um inenarável mergulho em tanta cultura e conhecimento. Comentários inteligentes, gente bonita.
Se eu mandar alguma coisa não estarei concorrendo, pois quem sou eu? Mas estarei participando modestamente.
O verdadeiro sentido deste concurso é essa redescoberta prazenteira e generosa.
Obrigada pelo estímulo que contagiou a forasteira aqui.
Um grande beijo.
Leni
Teruska, obrigada pelo adjetivo *delicada*, é a sua alma que assima recebe, e perdoe-me pela *contundência*, é a minha irremediável falta de jeito unida à emoção do terrível dia de ontem.
Dia dos Pais é terrível para mim. Dia das Ma~es também...Para vc ter uma idéia, depois de tudo vi que, na verdade o comment era para ter sido feito,..no post de cima... Mas seu textoanterior era (é) tão pungente.....Entretanto, fico pesarosa se a desnorteeei, meu intento era justo o contrário: eu quis lamentar a sua ausência, ou a ausência de comunicação entre nós, que, egoísticamente, senti falta, porque *EU* senti muito. Triste ficar sem , seus comentários, poucos mas valiosos, e a encantadora alma dos seus textos que só fico lendo de longe...como o fazia antes de *conhecê-la*.
Ah e quanto ao que eu disse mais? Pois foi exatamente o mais importante, foi nisso mais que pensei e no agradecimento que lhe devia.
O que a deixou desnorteado, perdoe-me novamente, foi uma maneira de bater à porta e pedir licença, como se faz à uma visita, que a gente não sabe se se lembra ainda de nós.
Foi isso. Assim.
Espero ter satisfeito o seu pedido de explicação.
Quanto a mim, renovo os agradecimentos.
É o que posso e me cabefazer.
Um forte e sincero abraço
Meg
Ler postss longos, dependendo do autor (este seu por exemplo), leio com prazer ou ignoro mesmo, por falta de tempo e excesso de textos para ler. Prefiro escrever posts curtos porque imagino que se escrevesse duas páginas, seria ignorado.
Sobre a definição da palavra “conto”, será que se em português os chamássemos “histórias curtas” como os ingleses estaríamos discutindo a questão? (há, claro, a possibilidade de se perguntar “o que é curto?”) Chamei “Contos Curtos” os meus contos inspirados em Augusto Monterroso para que quando traduzirem-nos para o inglês, poderão se chamar “Short short stories”.
Acho que a tensão de uma história muito curta está naquilo que não é dito.
Fiquei curioso sobre o Vôo da Galinha... de Haroldo Maranhão, escritor realmente excelente.
O post longo sobre textos curtos li com o maior prazer. Não sei se a escolha dos autores seguiu apenas critérios de preferência, mas eu gosto muito da narrativa de Italo Calvino. Todas elas, mas um bom exemplo dessas histórias breves está em Cosmicômicas (apesar do meu preferido ser Se um viajante numa noite de inverno). Beijocas e, mais uma vez, me deliciei com suas palavras.
Atyé quando vai o concurso?
Meg. Tenho escrito minicontos: como faço para lhos mostrar?
muito bom