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Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida."
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
projeto-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
-saudosa do que não faço
-do que faço, arrependida.
Cecilia Meirelles. Canção excêntrica. In: Vaga Música.
lembra, meg, daquela homenagem à Cecília que você organizou?
Ests é meu terreno predileto! Cecília, Cecília, Cecília! Só pureza d´alma, só sentimento. Obrigada pelo poema, chegou na hora ( ie., na parte que me toca, claro).
Mais bjs.
Uma escolha óptima. Faz lembrar uma passagem de Cântico Negro de José Régio: "A minha glória é essa: Gerar desumanidades".
Por que tens esse dom de lançar aqui coisas que me fazem estatelada frente a espelho impossível de evitar? É vital, mas dói. Exposição... obviedade e o incontestável cansaço. Beijo, Meg querida!
Telinha querida, como esquecer? Acho que foi ali que tudo começou não foi?
Vc tem o poder de me fazer ficar suavemte nostalgica;-)
Beijos, minha arianinha.
M.
Henrique, tudo o que escrevo para ii, volta..:-(
Não penses que não respondo.
Ah o Cântigo Negro é do melhor!
Obrigada, querido por leres com atenção.
Beijo
M.
ei!!sabia que o meu nome tambem é Cecilia? legal né?um beijo...me manda um e-mail..beiju