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ENTREVISTA COM DANIELA ABADE

ESCRITORA LANÇA SEU SEGUNDO LIVRO

CRÔNICOS



A escritora DANIELA ABADE lança seu segundo livro <b>Crônicos</b> e dá entrevista exclusiva para os leitores do Sub Rosa


Daniela (by Marcelo Soubhia): "Sou absolutamente contra a elitização da obra literária" diz em entrevista "exclusive" para o Sub Rosa

Aos 33 anos, a escritora Daniela Abade fez sua estréia na literatura brasileira, com seu livro "Depois que Acabou" ( lançado pela Editora Gênese, 2003). Daniela é redatora publicitária, roteirista e escritora. Na Internet, criou sites como o Mundo Perfeito, - para sempre no coração de quem é fã. E o Cadeia de Palavras. Com parceiros ilustres, mas foi até o final com Sérgio Rodrigues. (Procure conhecer, se ainda não conhece)

Teve dois roteiros de curta-metragem finalistas no Prêmio USA de Cinema em anos consecutivos – "A Experiência" e "Dia de Pesca".

Seu segundo livro, será lançado em São Paulo, no próximo dia 14, a partir das 18:30h na Livraria Cultura, do Shopping Villa Lobos: "Crônicos(Editora Agir).

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Oi, Daniela, quais as diferenças, quais os ganhos, enfim o que mudou na sua forma de escrever entre o seu primeiro livro “Depois que Acabou” (Ed. Gênese, 2002) que encantou o Pedro Bial e o Chico Buarque de Hollanda?:-)) e agora o seu segundo livro “Crônicos", que está saindo pela tradicionalíssima Editora AGIR ?

"Depois que Acabou” é uma viagem muito auto-centrada da Carla em busca de alguém que a enxergasse.
“Crônicos” é uma panorâmica em diversos personagens absolutamente diferentes entre si, mas que guardam conexões em suas histórias. Nenhum dos personagens é capaz de enxergar o próximo ou de, ao menos, se enxergar. Foi mais divertido e menos doloroso escrever “Crônicos” - a terceira pessoa foi mais confortável pra mim e possibilitou muito mais brincadeiras narrativas.

Por que a AGIR? Com alguns anos de experiência com editoras, considero a Agir, como um nome muito sólido nas publicações européias de Filosofia, difusão de idéias, a editora dos pequenos e maravilhosos livros da célebre coleção "NOSSOS CLÁSSICOS") e principalmente um certo ramo do pensamento católico.(Alceu Amoroso Lima é um dos seus fundadores) E é uma das melhores para livros acadêmicos, desde os preliminares manuais, como o Jolivet, até.... Nunca soube se ela sofreu alguma mudança do ponto de vista editorial...


Eu iria publicar o “Crônicos” com o Paulo Roberto Pires na Planeta [do Brasil]. Paulo foi pra Ediouro e me levou junto. Desde que ele assumiu a Ediouro resolveu reestruturar a Agir e fazer dela uma editora primordialmente de autores brasileiros - com o compromisso de resgatar gente importante (vide a publicação dos contos de Lima Barreto e a edição de luxo de Suassuna) e revelar gente interessante, que é onde, acho eu, me encaixo.


O quanto de roteirista de cinema, de redatora de publicidade, onde a agilidade e a tirada de efeito são quesitos valiosos, você usa na elaboração de um livro?


Acho que a propaganda me deu disciplina pra escrever. De qualquer forma, eu tenho um certo autismo produtivo. Quando começo a fazer uma coisa, nada que aconteça no mundo exterior me distrai, seja ler, seja escrever um livro, seja conversar com uma pessoa. Se pegar fogo em casa, é capaz que eu morra. Como ainda não fui vítima de nenhum incêndio, já terminei meu terceiro romance, “35 vezes no coração


Qual a sua relação com a Poesia? Quais os seus poetas favoritos no Tempo, sempre. E quem você consideraria Poeta, digno do nome, hoje?


Eu gosto muito de poesia. Tanto que desisti de me arriscar na área depois dos 20 anos. Não sei se minha opinião vale alguma coisa no assunto, mas nomes que posso citar assim de imediato quando penso em poesia são Octávio Paz, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa (em todos seus heterônimos) e Rimbaud. Dos contemporâneos, Cacaso acho genial. Mais contemporâneo ainda, fico com Fabrício Carpinejar e Joca Reiners Terron.


Como vê o panorama da literatura (produção literária publicada) da geração imediatamente anterior à sua, e a – se se pode chamar assim, a geração atual, a sua, pessoas que têm acesso a praticamente os mesmos autores que você leu. E que agora estão, do mesmo modo que você, escrevendo e sendo publicados, e estavam ali perto de você (tópica e contemporaneamente falando) De alguns destes você já disse: puxa! quero escrever como esse cara! e - o inverso - quais também os/as que você leu (se não lesse não saberia o que achar, não é?) e que poderia dizer, só aqui pra nós;) que não gostou? E ,se não gostou, foi por qual razão?

(N. E) Eu sempre tive vontade de fazer essa pergunta, eu lembro por exemplo das Cartas do Mario de Andrade para o Drummond ...: -) ; e depois nunca li numa entrevista alguém dizer: Não gosto do autor tal por ele usar tal recurso etc... – Claro que a questão não é ser indelicado: é uma questão de leitura ou visão crítica dos seus companheiros de geração. E quem não lembra de Oswald e Mario de Andrade? mas ainda mais importante para mim foi Murilo Mendes e sua negação (ou seria "denegação" ?) relativamente aos Modernistas de 22


Eu gosto muito de ler - da geração imediatamente anteiror à minha, posso citar centenas de nomes e ainda ser injusta, Umberto Eco, Garcia Marquez, Saramago, Italo Calvino, Italo Svevo (já que Joyce está lá), Hilda Hilst, etc, etc, etc...

Quanto aos que eu não gosto, eu simplesmente não gosto e não comento. Eu acho que eu não estou em posição de cagar regra nem de direcionar comportamento de autor nenhum (fulano seria melhor se escrevesse assim- seria mesmo?). Prefiro me concentrar no que eu gosto e no que eu escrevo.


Daniela, eu acabei de escrever para o professor Paulo Ribeiro Pires (o PRP) e faço isso quase sempre – quando ele fala ou de música (e ele sempre foi muito gentil comigo, ele e o Dapieve) ou dessa interessante percepção que ele tem a respeito dos fenômenos culturais, incluindo a produção literária cuja proveniência é o blog “tout court”, - entre outras coisas. Com uma ótica bastante criteriosa e fundamentada, com a experiência multifacetada que possui, ontem, (7/12) ele escreveu um esclarecedor artigo no No Mínimo, tratando de um tema que eu também abordei, há poucos dias, e que me inquieta: a conexão entre o tudo, o muito que se publica e ...o leitor. Publicam-se livros para serem lidos, não é mesmo? - Como você considera a grande produção literária que se tem feito, quanto à qualidade? Quem você destacaria?

Acho que tem muita coisa boa sim.

E a quantidade é necessária para gente chegar na qualidade. Destaco, dos

últimos que tenho lido, Bernardo Carvalho, JP Cuenca, Sérgio Rodrigues,

João Gabriel de Lima e Adriana Lisboa.

Você diria que sua literatura pode ser ‘tida e havida’:- ) como “literatura de entretenimento”?

Literatura *É* entretenimento. Não sei nem porque existe essa discussão. Não entendo literatura de outra forma. Leio livros pra me divertir, como assisto à filmes. Tem gente que estuda literatura? Tem, como tem gente que estuda teatro, cinema, televisão. Mas o principal objetivo da literatura é entreter, é encontrar um público. Sou absolutamente contra a elitização da obra literária. Antes do século XX, todo grande autor foi popular. Dante quis tanto ser popular que abriu mão do latim para escrever em italiano, a língua das ruas. Shakespeare escreveu para um povo analfabeto - encenou sua obra. Acho que o experimentalismo narrativo de alguns autores do início do Século XX começou a criar uma "intelectualização" desnecessária da literatura. Eu li o artigo do Paulo, ainda não falei com ele, mas acho que tem um princípio equivocado: quando ele levanta um conceito "literatura de entretenimento" espera-se que haja um segundo, alguma coisa como "literatura séria" ou "literatura de estudo" ou, pior ainda, "literatura de desentretenimento". Isso é absurdo e um elitismo inaceitável. Literatura é uma coisa só. Pode haver a má ou a boa literatura - e isso, sempre, no critério individual do leitor, que é o grande juiz...

Mais especificamente, como você já está no seu segundo livro, e até já tem pronto o terceiro, você teria idéia de um 'perfil' do seu leitor? Quem lê seu livros? A que tipo de leitor seus livros se destinam? Você se surpreende com seus leitores?


Eu não sei especificar quem é o meu leitor, nem acredito que exista um perfil - aliás, espero que não exista. Fico contente quando recebo uma resposta do leitor. O que mais me surpreendeu foi o filho da empregada da minha mãe, que leu o “Depois que Acabou”. Com 18 anos e o ensino fundamental completo dentro da escola pública ele me confessou que foi o primeiro livro que leu na vida. Até aquele momento ele achava que livro não era uma coisa “pra gente como ele”. Depois de ler meu livro ele percebeu que “podia” ler.
Acho que foi a coisa mais emocionante que eu ouvi de um leitor.


Dani,
você gostaria de acrescentar mais alguma coisa que eu não tenha perguntado e devesse? Esse espaço é todo, todo seu!
--
Deu na FOLHA DE S.PAULO, ontem, dia 11:-
banner para divulgaçãoAUTORA: DANIELA ABADE
A autora santista é redatora de publicidade e roteirista de cinema, publicou "Depois que Acabou" (2003).
TEMA:Cada um dos 11 capítulos conta a história de um personagem diferente, que está ligado aos demais por laços de família, amizade... Em comum, todos os personagens carregam problemas, como insônia e pielonefrite.
POR QUE LER: Pela sensibilidade com que a autora traça diferentes perfis e os une num mesmo enredo.
Quanto: R$ 29,90 (134 págs.)
~~~~
Hahahah: Não é por estar na minha própia presença mas, com toda a falsa imodéstia que me é peculiar , devo dizer,mais uma vez, o SubRosa, mais uma vez hohoho, deu um furo na Folha de SumPaulo. Eu só não dizia isso antes, porque sempre amei o Cassiano Elek, mas agora... eu posso dizer. Tenho testemunhas hahaha. É o que eu sempre digo: Juntem-se aos bons...hohoho. Yep!
Recado da Dani::

"...Segundo a Folha de SP, vcs devem ler "pela sensibilidade com que a autora traça diferentes perfis e os une num mesmo enredo." Vocês perceberam???? EU SOU SENSÍVEL - não posso ser magoada nem sentir rejeição. Portanto, quem estiver em SP nem pense em fazer a desfeita de não aparecer. Quem estiver fora de SP, compre e depois me passe um feedback. Não quero nem saber se o pato é macho, eu quero é ovo.

hhihihi!
~.~.~.~.~~.~.~.~.~.~.~.

Eu quero agradecer, muitíssimo, a sua atenção, gentileza, solicitude e principalmente a paciência que teve comigo, pois -modéstia às favas - eu não estou na lista dos 3 melhoras entrevistadores do mundo, mas meu sonho era mesmo ser uma jornalista/entrvistadora que nem sei se ainda existe, que era a Oriana Fallaci:-)
Além de que você está às voltas com o "ritual" da editora - (Dani esteve aqui no Rio de Janeiro e foi apresentada à Imprensa, juntamente com Flávio Moreira da Costa que lança o romance“O país dos ponteiros desencontrados”, e os autores de “Paralelos”, 17 contos de autores cariocas ou radicados no Rio - e a escritores consagrados como Ariano Suassuna), u-ma gló-ri-a! na comemoração dos 60 anos de existência da Editora que foi comprada pela Ediouro, à frente da qual está o jornalista, professor - e editor Paulo Ribeiro Pires
---
Não é simplesmente o má_CSI-mo? como diria o Gravatá? Mais chique impossível. A festa foi no Jockey Club do Rio. Iuhuu!
Salut, Daniela!

Obrigada pela bela entrevista, que certamente os meus (quantos? ó Mater Dolorosa?) leitores vão adorar. Suas observações pertinentes despertarão neles o desejo de discutí-las.
Obrigada por me oferecer o presente de Natal que eu dedico a eles. Obrigada, Dani.

E em especial, a quem me ajudou - de forma inapreciável - nessa entrevista.
Sou extremamente grata a você.

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Nota Importante:

No Rio de Janeiro, desde o dia 7 (antes do lançamento oficial em São Paulo)- o Crônicos já pode ser encontrado nas seguintes:
Livraria ARGUMENTO (Leblon)
Livraria da Travessa (Ipanema)
Letras e Expressões (Leblon e Ipanema)


~~~~~~
Links que se relacionam com a matéria da entrevista:

_ O Lançamento do de CRÔNICOS: Imagens&Palavras
Em Leia mais você encontrará a matéria de capa do Segundo Caderno do Jornal O Globo., do dia 7 de dezembro.

Editora Agir comemora os seus 60 anos renovada
por Daniela Birman . Jornal O GLOBO. Segundo Caderno, capa. Rio de Janeiro, 6 dez 2004.
----
-Cadê o Leitor por Paulo Roberto Pires
dani

Notas:
Escritores citados pela entrevistada:
Bernardo de Carvalho
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1960. Foi editor do suplemento de ensaios “Folhetim”, e correspondente da Folha de S. Paulo em Paris e Nova York. Seus dois primeiros livros foram editados na França. Autor de Aberração;
— Os Bêbados e os Sonâmbulos— As Iniciais — Medo de Sade e MONGÓLIA, seu úktimo romance. foi distinguido com o prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, na categoria romance, depois de ter já vencido,juntamente com com Dalton Trevisan ("Pico na Veia") o Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, com o romance "Nove Noites".


Fabrício Carpinejar
.

Joca R. Terron..
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Há alguns que são desconhecidos -para mim - e vou procurar conhecer. Obrigadíssima, Dani: falar com alguém que tem algo de novo para nos mostrar e ensinar é um ganho insuspeito.
~~~~
~Peço deculpas à Daniela, por constatar que não sei mais escrever em blogs.
Aos Amigos a quem avisei que esta entrevista sairia de ontem para hoje, eu lamento, muito, por ter criado essa expectativa.

Saibam porém que a escritora é bem melhor do que a lente que a revelou aqui.
---

Desejo a todos uma estação de Festas Felizes e que se possam notar fortemente os pródromos de um Ano Novo melhor, mesmo que este tenha sido um ano, pelo menos para mim, muito, muito, mas muito feliz. "Deo gratia!"

~~
O Sub Rosa, abriu suas páginas - excepcionalmente - para uma pessoa muito querida, muito inteligente e sobretudo, uma das pessoas que mais admiro pelo espírito franco, pela ausência de estrelismo e quetais... Cansadíssima, ela mesmo assim me atendeu, aceitou rever algumas questões em que não me fiz muito clara. Tudo com uma singeleza que, sinceramente, me comove muito. E me devolve a fé na vida, que muitas vezes falha.
buáá...
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Disclaimer:Eu juro por tudo o que é mais sagrado...juro, juro, juro que não mexi nem coloquei nenhuma tag para negrito, nem pra mudar a a fonte original do blog.
Eu não sei porque isso acontece. Não posso entender porque fica assim tão feio...:-((

Fezoca, eu te amo e dê muitos beijo na queridíssima Cath Linton, que eu amo também, for sure!:-)

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Ah e não percam amanhã a coluna do Gravatá - e muito menos o blog do baiano Sigfried que salva Valkirias, eletrônicas- aliás não deviam perder nunca, né gente? ;-)

Vejam as referências sobre o ciclo de lançamentos, que assim se completa: Balde de Gelo, -o lançamento em Sampa do Caderno de Cinema de Marina W, e - imaginem..... o Sub Rosa:-), que não publica nada, e nem vai vai poder informar aos seus leitores se no lançamento do "Caderno..." , em 16/12 lá na casa da Maria Fernanda Cândido, vai rolar o prometido beijo na boca pros rapazes;-))) Mas quem não arrisca, né? melhor ir conferir...
E tem mais a frase e o blog nota 10. Vejam.
x-x-x-x-x-x-x-x-x
Inagaki e Telinha: não sei mesmo o que seria de mim sem vocês. Smacks!
x-x-x-x-x-x-x-x-
Acho que já tô ficando meio alegrinha:-) Abafa!
psssiu!!!!!!


Eu devo lições preciosíssimas a pessoas que sempre se dispuseram - e se fizeram disponíveis, independentemente de estarem ocupadas, extenuadas; nunca regatearam quanto aos meus pedidos de ajuda.
Queria que soubessem que - ao menos, podem contar comigo, any time. Sei que não é l´grande coisa, but...

È, eu sei, contraio uma dívida permanente com essas pessoas.
Mas pra que é -afinal - que serve mesmo estes anos, esses dias, esses tempos...? senão para descobrirmos o que valemos -nem tanto para nós mesmos...

Bem, como não poderia deixar de ser, essa meteórica sobrevida do Sub Rosa, eu a devo -sem dúvida nenhuma ao querido My CaptainLula Gravatá que, não à toa, dispensa os meus toscos elogios: afinal, não é qualquer um que pode ser verbete de livro de Millôr Fernandes, a quem também agradeço as gentilezas imensas, que recebo - sempre sem esquecer: "É eme - é - gê".
Para a Cora, eu ainda tenho algum tempo para repetir o quanto ela foi e tem sido importante na minha Vida.
Obrigada e até....

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Disclaimer:Eu juro por tudo o que é mais sagrado...juro, juro, juro que não mexi nem coloquei nenhuma tag para negrito, nem pra mudar a a fonte original do blog.
Eu não sei porque isso acontece. Não posso entender porque fica assim tão feio...:-((

Fezoca, eu te amo e dê muitos beijo na queridíssima Cath Linton, que eu amo também, for sure!:-)

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